Review: The Tied Man - Tabitha McGowan

Autora: Tabitha McGowan
Editora: Auto Publicado
Páginas: 463
Lançamento: Janeiro de 2013
Gênero: Romance, Dark, Adulto. (esse livro contém cenas de uso de drogas, violência e sexo não consensual).
Onde Comprar: E-book Kindle-> Amazon

Lilith Bresson, uma independente e jovem artista de sucesso, é forçada a sair da sua casa na Espanha para as fronteiras selvagens do norte da Inglaterra, para pagar a mais recente dívida do seu irresponsável pai. Ela terá de pintar um auto retrato da enigmática Lady Blaine Albermarle. Em sua primeira noite no lugar, ela conhece Finn Strachan, o companheiro de Blaine. Um jovem culto e lindo que aparenta ter de tudo. Mas Lilith tem um olho de artista, e um dom de ver o que se esconde por de baixo da pele. Ela logo descobre que Blaine é mais uma carcereira do que amante e se o preço estiver bom, a depravação não tem limites. À medida que as semanas passam, Lilith descobre que ela também está envolvida nos maliciosos planos de Blaine. Mas ainda contra todas as possibilidades, ela desenvolve uma forte amizade com o danificado e disfuncional Finn. Em uma sombria, mas moderna história, Lilith Bresson prova que algumas vezes é possível ser a princesa a salvadora.
Resenha: Oi gente! Bom hoje eu venho com uma review de um livro que eu sinceramente não sei nem o que dizer direito. Pra ser bem sincera eu nem ia escrever essa review porque eu não acho que esse seja um livro que vá interessar muita gente. E muito menos tenho esperanças de ele ser publicado tanto aqui no Brasil quanto lá fora. 

Ele hardcore até a alma. Alguém aqui já leu ou já ouviu falar de livros como Captive in the Dark, Consequences, Comfort Food ou coisas do tipo? Pois é... esse livro é mais ou menos dessa família ai. São livros meio “dark” porque eles são uns romances no minímo“perturbadores” pra não dizer outras coisas. Eles seguem uma linha bem pesada mesmo, não são livros que qualquer pessoa consiga ler. Alguns envolvem temas como escravidão sexual, síndrome de Estocolmo, estupro e outras diversas formas de abuso. Eu já li alguns desses livros, mas foram alguns bem selecionados, evitando determinados assuntos,pois tem alguns assuntos que eu prefiro não me aventurar muito. Até gosto de me desafiar, mas com um certo limite. 

E dessa vez eu procurei por um livro mais ou menos desse estilo. Mas claro, tentando evitar determinadas coisas. Esclarecendo melhor, o meu problema maior com esse tipo de narrativa está quando necessariamente uma das pessoas do "casal" por problemas psicológicos, precisa fazer coisas terríveis com a outra, passando as vezes de um ponto que pra mim não tem mais volta. A questão é que eu não consigo comprar um romance que surge de uma relação assim. Claro, já li vários livros envolvendo Síndrome de Estocolmo, por exemplo, e adorei vários deles, mas os que li, acredito que eram mais leves e consequentemente eu consegui lidar.

E ai vocês se perguntam por que eu resolvi ler The Tied Man. Bom, porque na realidade as "atrocidades" que ocorrem não foram ocasionadas por nenhum membro do casal e sim de uma terceira pessoa. Pra mim só esse fato já muda tudo. 

Quando eu peguei esse livro eu dei uma olhada de leve pra saber aonde é que eu estava me metendo. Então eu já meio que fui preparada, sabendo que eu iria ler coisas que eu não gostaria muito. hahaha Agora, o que eu não sabia e vim a descobrir depois com algumas outras pessoas, é que eu acabei sem querer lendo um dos livros mais pesados do gênero todos. Até mesmo quem curte e lê esses livros, achou o The Tied Man sinistro além do normal. E foi ai que eu vi que os ataques de ansiedade que eu tive enquanto o lia não foi exagero da minha parte... Outras pessoas também tiveram. 

Porém, depois que eu soube disso tudo, já era tarde demais. Porque o começo do livro é até tranquilo. A autora vai pavimentando o terreno com calma. Ela lhe dá um tempo para você conhecer o ambiente e principalmente os personagens. E é ai que mora o problema, porque depois que você conhece os personagens você não consegue mais largar o diacho do livro. Por mais que se torne uma leitura extremamente difícil, você quer saber como aquilo tudo vai acabar. Esse acabou se tornando um dos livros que eu mais demorei pra ler de uns tempos pra cá. Eu não conseguia sentar e passar horas a fio mergulhada naquele mundo sombrio. Às vezes a narrativa se tornava tão pesada que eu precisava por o livro de lado e dar um tempo.

Ai você deve estar pensando. Credo esse livro parece horrível! Por uma lado sim, mas ao mesmo tempo ele é também muito bom. E eu sei que isso parece estranho. Mas é porque ele é horrível no sentido de trazer a tona algumas sensações ruins em você. Mas a história é boa e muito bem escrita. Essa escritora é ótima. A narrativa dela é muito fluida e muito envolvente. Se eu pudesse eu teria eu mesmo entrado nesse livro e salvado aquele garoto. O único ponto negativo é que o livro é muito grande e isso o deixou um pouquinho cansativo em alguns pontos. 

Mas enfim, sobre o enredo e sem me aprofundar muito, esse livro conta a história da Lilith. Ela é uma jovem pintora e extremamente famosa. Independente, audaciosa, e também do tipo que não dá a mínima para o que os outros pensam. Mas por causa do pai que ela inclusive detesta, ela se vê obrigada a ter de pagar uma dívida pessoal dele. Essa divida consiste em ter de ir para a Inglaterra e se hospedar por alguns meses na mansão da Lady Blaine Albermable afim de pintar um auto retrato. Mas assim que ela chega lá, ela percebe que tem algumas coisas bem estranhas no lugar e ela logo percebe que o buraco ali é bem mais em baixo. 

Nesse lugar meio sombrio ela também conhece duas pessoas que não estão lá por vontade própria, mas que por algum motivo que ela desconhece se submetem a um verdadeiro inferno por parte da Lady Albermable. Uma delas é o Finn. Ele é um garoto que se meteu numa roubada há uns anos atrás e hoje para proteger as irmãs mais novas dessa megera da Lady Albermable se submete as mais diversas atrocidades, principalmente sexuais. Essa mulher é o D*** em pessoa. 
"Era fácil de esquecer que outras pessoas viviam em um mundo em que regras, leis e senso comum poderia te manter seguro. Um mundo que se você fizesse a coisa certa, poderia ter o direito de seguir com a sua vida do jeito que bem entendesse.
A alma do Finn já está tão quebrada que ele mal consegue sobreviver. Mas ele ainda não se entregou de vez, está se segurando por um fio. Tudo o que ele precisa é de uma esperança. E essa esperança chegou e o nome dela é Lilith. E ai minha gente, tem muita coisa por trás disso tudo. Mas não vão achando que essa é uma história bonita. Não é! É sórdida, repugnante e angustiante. Mas o sentimento entre esses dois personagens (Lilith e Finn) é bem bonito. Aliás, é a única coisa bonita dessa história toda e como eu disse, foi por essa única razão que eu achei que poderia continuar com essa leitura. 
"O que diabos você vê em mim, Lili? Porque eu com certeza não consigo ver em mim mesmo. Jesus eu sou essa pobre coisa quebrada." - Finn "Desde o momento em que nos conhecemos, para mim, só tem existido você." - Lilith
Mas olha, apesar de ter sido complicado e possivelmente ter sido o livro mais difícil que eu já li na vida, eu o recomendo. Só que como eu disse anteriormente, ele não é um livro pra qualquer pessoa. Muito menos pra corações fracos. Ele te desafia quase até o fim. Eu não sei como eu conseguir terminar, mas eu sei que sem dúvidas vai ser um livro do qual não vou me esquecer tão cedo. 

Mas enfim, é isso. Se gostarem desse tipo de história ou se estão a fim de se aventurarem em algo meio sombrio, esse livro é uma boa dica. Agora vão se preparando para encontrar cenas pesadíssimas de violência e humilhação sexual. E eu aqui não estou falando de BDSM não, porque nesse cenário a pessoa vai por livre e espontânea vontade e até onde deseja ir. Mas aqui nessa história não existe consenso algum. É puramente escravidão sexual. 

Apesar de esse livro ter correspondido as minhas exigências para uma classificação de 5 estrelas, por duas razões eu resolvi dar apenas 4. A primeira é porque como eu disse, o livro é um pouco cansativo. E a segunda é porque ele invocou tantas emoções negativas enquanto eu o lia, que acabou não se tornando uma leitura muito prazerosa. Embora eu tenha que tirar o chapéu pra autora que fez um excelente trabalho.

4 comentários:

  1. Nossa, fiquei curiosa.
    Mente aberta e ler!

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    1. É sim, tem que ter mente aberta mesmo e algumas vezes uma certa frieza tb...
      Obrigada pela visita!

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  2. Fiquei muito curiosa sobre o livro..acabei entrando na tua página, por estar procurando livros (romance) sobre a síndrome de Estocolmo e vi que leu e gosta..Poderia dar algumas dicas? Obrigada.

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    1. Oi, td bem?
      Claro! Já li alguns, é um tema que normalmente me intriga bastante e felizmente já li alguns maravilhosos.
      Bom, os meus preferidos são (aqui no blog tem resenha dos 3 na parte internacional):
      Stolen - Lucy Cristopher (esse é o único que já foi lançado no Brasil e foi o que abriu as portas desse tema pra mim. Esse por mexer com jovens acabou se tornando um pouco mais leve.
      Take me with you - Nina G. Jones (esse aqui é um pouco mais tensos, mas é igualmente emocionante)
      The Paper Swan - Leyla Attar (Esse é um pouco diferente. Trata da síndrome, mas ele aborda mais do que isso. A história toma rumos imprevisíveis. Se vc não quiser entrar numa coisa mto pesada de cara, esse aqui é um bom começo.)

      Agora tem alguns outros que não são favoritos mas que eu gostei bastante e que tb aborda bem isso dai, tipo o Held da Edeet Ravel e o The Breakaway da Michelle D. Argyle. O Held é um pouco mais pesado, mas nada que vc não consiga lidar se vc é uma pessoa que curte o tema. O outro é bem mais tranquilo.

      O The tied man na verdade pega mais uma veia de escravidão sexual, sabe? Ele não abordo muito a síndrome de estocolmo não. Agora, todos esses outros que te indiquei tratam sobre esse assunto. Uns de forma mais leve e outros de forma mais pesada.
      Espero ter ajudado. ;)
      bjos

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